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Beatriz Brandão fala sobre o processo de criação de Por Muitos Céus

O projeto cultural Jenipapo, Urucum e um Padê para Èsù – sete escritas de encruzilhada conta com patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através do Edital Retomada Cultural RJ2.


Uma realização da produtora cultural Abacateiro, idealização e direção de Rodrigo Lima. Neste vídeo a autora Beatriz Brandão compartilha um pouco do seu processo para a criação de seu livro: Por Muitos Céus.




“Pela passagem de quantos céus se faz a travessia de uma mulher?”

 

A palestina Olívia Nassar se descobre mãe na travessia de uma terra ventre para o desafio em outro país. Fruto do híbrido, se vê obrigada a encarar esse duplo após o enlutamento de seus pais. Parte de seu país e se descobre mulher refugiada palestina no Brasil. Por muitos céus conta a história de um Brasil que é múltiplo, com vocação de migrações e deslocamentos que compõem a sua identidade.

 

O livro é o encontro de Olívia como cidadã em outro país, como mulher e como mãe, contada por sete primaveras. Sete anos, sete objetos, sete sonhos e sete cartas. Brasil e Olívia resguardam aproximações: mulher e país de ventres abertos, em poros, que recebem sementes para serem formados em trajetórias híbridas. A história da semente de Olívia se confunde com as histórias das sementes que vêm florescer nesse Brasil. A autora compartilha nessa pequena pílula um breve relato de seu processo editorial.


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